Pastoral da Comunicação

Como os dois remos, necessários para tocar o barco que sobe a correnteza, a Pastoral da Comunicação deve desenvolver duas dimensões complementares; só assim, se manterá e chegará ao lugar certo.

A primeira dimensão é a busca de “integração” em favor da Pastoral de Conjunto na Igreja; a segunda, é a construção de uma relação “missionária” da Igreja com o mundo.

A Igreja é servidora; por isso, a Pastoral da Comunicação coloca-se como parceira de todos os que, pela comunicação, querem fazer uma sociedade mais solidária, justa e fraterna.

A comunicação não é apenas um meio para a solidariedade; é a primeira e mais básica manifestação de solidariedade.

A Pastoral da Comunicação, portanto, procura ajudar na integração da comunidade e, ao mesmo tempo, participar da ação da comunidade na sociedade, sempre sem perder de vista a construção do Reino a que somos chamados por Cristo.

Neste sentido, a preocupação maior da Pastoral da Comunicação será a vida da comunidade; a criação de condições para que seus membros possam expressar-se com liberdade; a acolhida aos novos membros, a valorização das festas e das datas significativas; o planejamento participativo das campanhas e demais atividades que envolvam os meios e processos de comunicação, enfim, a gestão democrática dos processos comunicacionais.

A outra dimensão da Pastoral da Comunicação aponta para a relação da Igreja com todos os diversos segmentos da sociedade e os diferentes meios de comunicação. Nessa relação, a Igreja se utiliza de todos os instrumentos possíveis para cumprir sua missão.

Não se deve, contudo, reduzir a Pastoral da comunicação exclusivamente ao uso dos instrumentos ou recursos da comunicação, como os meios impressos ou audiovisuais, sem a devida reflexão sobre o papel desses instrumentos no processo de comunicação da comunidade eclesial. Tal simplificação pode favorecer ou fortalecer o monopólio da fala no interior da Igreja, comprometendo a Pastoral de Conjunto, além de propiciar um contratestemunho do verdadeiro sentido dos processos de comunicação como ação evangelizadora.

A Pastoral da Comunicação, desse modo, perpassa, pela própria razão de ser, as ações das demais pastorais, animando-se e colocando-se a seu serviço, tendo como referencial programático a Pastoral da Conjunto.

A partir desses princípios, cabe a todos e a cada um dos fiéis o desenvolvimento da Pastoral da Comunicação em seus respectivos campos de atuação. No entanto, a complexidade das ações comunicativas exige que se pense na presença de um agente qualificado para a Pastoral da Comunicação.

2016-04-13T17:51:52+00:00